E se o meu cliente precisa de outro suporte que não coaching?


Sentir que os desafios do nosso cliente vão além do âmbito do coaching é frequente.

Compreendo que te coloques esta questão.

Se tens a suficiente clareza de que é assim, então é importante abordares a situação com empatia e gentileza, mantendo ligação, alinhamento e bem-estar.

O que podemos fazer? Como avançar para propor outro acompanhamento?

Deixo 6 sugestões:

1. Valida o que o cliente está a sentir

» Reconhece as sensações que ele vai trazendo às sessões (desânimo, frustração, apatia, cansaço extremo, peso gigante)

» Ajuda-o a sentir-se compreendido.

2. Recolhe feedback

» Procura entender como está a ser o processo contigo, o que ganha, o que aprende, o que integra. 

» Muitas vezes só a empatia, a organização interna e a clareza das possibilidades, são um ganho que justifica o processo contigo, (ecológico e íntegro).

3. Explora com gentileza as possíveis resistências

» Coloca perguntas com curiosidade empática (ex: quando falamos da ideia de procurar outro profissional, o que sentes/pensas?)

» Lembra-te, a intenção não é forçá-lo a mudar. É criar espaço para que possa expressar o seu sentir.

4. Propõe pequenos passos

» Ajuda o teu cliente a identificar micro ações ou pequenos passos que possam fazer a diferença no curto prazo.

» Lembra-te, a mente pode estar a entender tudo cognitivamente mas o corpo pode não estar a acompanhar.

5. Propõe uma abordagem exploratória

» Com suficiente rapport, coloca a tua sugestão. Por exemplo: “E se tratássemos isto como uma experiência? E se falássemos com alguém da minha confiança e especializado, só para veres se faz sentido para ti?”.

6. Reforça a ideia de que não está sozinho

» Os melhores recursos para regular o nosso sistema nervoso passam por “pessoas”. E é justamente o que mais falta neste contexto de pobreza relacional.

» Oferece o teu melhor apoio na eventual transição ou complementariedade com outro profissional.

E, por fim, procura evitar as 3 coisas que te falo a seguir:

» Forçar ideias para as quais o cliente não está aberto ou pronto;

» Propor metas ambiciosas, discursos complexos, muitos estímulos se o cliente lida com algum tipo de transtorno ou psicopatologia;

» Julgamento e moralização.

Como coach ou educador parental, o mais importante é oferecer um espaço de acolhimento, empático, de regulação e seguro, enquanto orientas melhor o processo e clarificas (junto com o teu cliente) o apoio mais adequado.

Foi a pensar nestes temas que criei o Programa Raiz.

Uma proposta presencial e de aprendizagem para coaches, educadores parentais e profissionais do desenvolvimento humano, que lhes permitirá conhecer os fundamentos da ciência da Psicologia e da Experiência Somática e do trauma de forma diferenciadora, segura, única!
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Abraço sereno,

Ana Higuera

 

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